sábado, 27 de setembro de 2014

Primeiro debate com presença de todos os candidatos é morno e sem menção ao ‘mensalinho’

Na primeira oportunidade pública de uma discussão sobre o escândalo de um suposto esquema de caixa 2 no governo de Jaques Wagner (PT) que foi denunciada por Dalva Sele Paiva, o assunto não veio à baila. O debate entre os seis candidatos ao governo do estado da Record Bahia, realizado nesta sexta-feira (26), ficou concentrado nas heranças dos governos passados e em promessas de campanha a serem realizadas caso eleitos. 

A pouco mais de uma semana da data das eleições e aparentando cansaço, os candidatos se repetiram com propostas e ataques que já haviam acontecido em outros debates. A candidata Lídice da Mata (PSB) chegou a afirmar que Marcos Mendes (PSOL) fazia a mesma pergunta a ela a seis debates seguidos – sobre o financiamento de sua campanha por parte de empresas privadas como a Friboi. Os nanicos insistiram em abordar questões como privatização de empresas públicas e planos de cargos e salários para os servidores públicos, enquanto os principais candidatos se ativeram a questões gerais como saúde e transporte. 

Um dos momentos de descontração do debate foi quando Rogério Da Luz (PRTB) afirmou “estar ganhando” de Rui Costa (PT) nos números de hospitais prometidos – ele promete oito, contra sete dos petistas. Nem mesmo quando Paulo Souto (DEM) e Rui Costa estiveram frente a frente, o “mensalinho baiano” foi citado, já que ambos falaram sobre obras de infraestrutura de forma geral. A única menção ao caso foi quando o petista, em um direito de resposta concedido após fala de Renata Mallet (PSTU), reafirmou sua intenção de processar Paulo Souto e a Revista Veja por calúnia.

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