segunda-feira, 5 de outubro de 2015

O 'toma lá, dá cá' político em Coaraci


As articulações políticas visando às eleições do ano que vem pegam fogo em Coaraci. E o que chama atenção são as alianças inesperadas que se desenham. 

Do lado do atual grupo que domina os destinos do município, chamou atenção a adesão de alguns políticos como a ex vice-prefeita (de Gima) Nitalva. 

Informações dão conta de que Nitalva queria ser vice de Jadson, mas Gima, seu pai e chefe da articulação do grupo, não deu garantias à postulante, o que a fez mudar de lado. Especula-se que Nitalva seja uma possível candidata a vice do secretário de finanças. 

Rosival troca DEM pelo PV
Já da parte do grupo de Jadson Albano destacam-se os apoios de Milton Cerqueira e do vereador Mamigo. Jadson ainda teria um leque de opções maior para vice. Entre os nomes especulados está o próprio vereador Mamigo, o presidente da câmara, Carlos Mais (SD) e Rosival Carvalho, que após 30 anos de militância anunciou sua saída do Democratas, partido ao qual está desde quando o mesmo chamava-se PDS e PFL, rumo ao PV. 

Sérgio Fraife, atual vice-prefeito traído corre por fora. Sua candidatura ainda é incerta. Apesar dele mesmo afirmar: "vou ser candidato, sim".

CHANTAGENS 

E ainda visando as composições políticas, há um 'toma toma' partidário que não está brincadeira. Até o dia 24 de setembro, por exemplo, os kaduzistas haviam assumido a direção do PDT, partido da vereadora Rúbia, que ficaria numa situação complicada já que faz parte da oposição. Um dia depois, o ex-prefeito Gima retomou o partido. 

Conta-se nos bastidores que a manobra dos kaduzistas se deu como uma retaliação, já que Gima não queria liberar a saída do vereador Lessa. Eles planejavam “trocar” a liberação de Rúbia pela do vereador, num tenso toma lá dá cá. Mas Gima foi mais rápido no gatilho. 

Mas o grupo situacionista articula bem e já conseguiu tomar inclusive o PSD, do ex-prefeito Janjão. 

VENDE-SE APOIO 

Mas nem toda aliança, ou quase nenhuma, tem sido puro e simplesmente por convicções ideológicas. Muitos apoios têm custado e custado caro. 

Dizem as más línguas que R$ 80 mil teria sido o preço para que uma certa figura arcaica assumisse um tórrido “novo velho caso de amor” com determinado grupo. Como diria o poeta Nelson Rodrigues, o dinheiro realmente compra tudo. Até amor verdadeiro... 

Amores, paixões, ‘princípios’, ‘eptica’ (assim mesmo, com “p”) são comprados e vendidos, assim como se faz com um saco de farinha. Aliás, tem muita gente aí valendo menos que um ‘punhado’ deste alimento.

* GENISSON SANTOS é jornalista, editor-chefe do Fato Entre Aspas e colaborador do Observatório da Imprensa.

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