domingo, 6 de dezembro de 2015

Site confirma envolvimento do coordenador de transporte na farra das requisições

Ao logo da semana a matéria do Fato Entre Aspas sobre a denúncia de que o coordenador de transporte da Secretaria de Saúde de Coaraci estaria usando requisições assinadas em branco pela médica cubana gerou grande repercussão (LEIA AQUI). 

Em seu programa de rádio semanal, na sexta-feira (4), o vereador Carlos Maia negou que tenha citado diretamente o nome do funcionário. Realmente não citou diretamente. 

Maia apenas confirmou, com as requisições em branco assinadas, a denúncia feita originalmente pelo também vereador José Wanderlino, Mamigo, que havia apontado o coordenador de transporte como recebedor dos documentos clandestinos, três meses atrás. Essa informação é confirmada pelas notas taquigráficas da sessão, publicada na página oficial da Câmara na internet. 

Na sessão do dia 17 de agosto, ao apartear o colega Teta, Mamigo tornou pública a denúncia de que a médica cubana Kelly Sanches estaria assinando requisições em branco e repassando ao coordenador de transporte da saúde. Acompanhe o que diz: 

“Mamigo em aparte disse que acontece uma gravidade na saúde de Coaraci, recebeu uma denúncia que tem umas requisições assinadas pela cubana Kelly Sanches Rodrigues e está na mão do coordenador de transporte da saúde e este cidadão está distribuindo. Ele disse que vai convidar a secretária de saúde para uma reunião, pois estão fazendo política com a saúde do povo de Coaraci”. 

Apesar de não aparecer com todas as letras, é de domínio público quem é o coordenador do transporte do setor de saúde. O próprio, em contato com a redação do Fato Entre Aspas pela internet, confirmou ser ele o ocupante do cargo, como mostra 'print' do diálogo ao lado. 

No mesmo dia 17 de agosto, o vereador Teta aconselhou que os funcionários da regulação tivessem cuidado ao receber documentos assinados pela médica, como revela a taquigrafia da Câmara. 

“Teta pediu que a casa envie ao centro de regulação que tenha cuidado ao receber os exames feitos pela cubana...”. (Confira as declarações aqui

MAIA: REQUISIÇÕES E FARRA DA GASOLINA 

Na sessão do último dia 30 de novembro, o vereador Antônio Carlos Maia comprova e reafirma a denúncia, fazendo referência ao colega Mamigo. 

O trecho diz: “Falaram aqui (quem falou foi Mamigo), e ele (ACM) disse que foi atrás para pegar e pegou... Tá ali nas mãos quatro requisições em branco assinadas pela médica cubana e pediu que digam que é mentira e essas vão para o ministério público e vai mandar para o Conselho de Medicina”. 

Na mesma fala o vereador ainda faz outra gravíssima denúncia. A da farra de gasolina vendida clandestinamente na cidade, fato que confirmou nesta sexta-feira, 5. Segundo ele, a gasolina é trazida de Itajuípe e vendida em alguns pontos da cidade. 

-- “Tem gente que vende combustível na cidade de Coaraci, recebe ordem de combustível e vendem, negociam”, afirmou em seu programa de rádio. 

-- “E quanto é o litro de gasolina no mercado paralelo?”, provocou Rodrigo Leite. 

-- “No câmbio negro, R$ 2,50, R$ 2,20... E eu quero aqui deixar bem claro que nós estamos pesquisando pra ver de onde saem as notas. Agora que existe pessoas que vedem, existe. E existe gravação e tudo”, disparou Maia.

NOTA DO EDITOR 

O Fato Entre Aspas tem extremo compromisso com a verdade e sua direção editorial assume e responde por todos os seus atos. 

Após divulgação e a grande repercussão da matéria anterior, o coordenador de transporte tentou nos intimidar com ofensas enviadas via facebook. 

Outras pessoas, de igual caráter também tentaram denegrir a imagem do Fato nas redes sociais. 

Gostaria de deixar claro que o papel do Fato Entre Aspas é informar. Independentemente de a quem vá “ferir” o ego, nosso único compromisso é com a frieza dos fatos. Além disso, o espaço é aberto democraticamente à todas as pessoas e opiniões. Qualquer um e a qualquer momento pode solicitar direito de resposta através de nota encaminhada à nossa redação. Contudo, não admitimos nenhum tipo de intervenção antidemocrática e opressora. 

Fato interessante é que a denúncia, feita originalmente em agosto, só veio repercutir agora com a nossa publicação. Isso demonstra a credibilidade que conquistamos junto ao público, principalmente pelo nosso compromisso com a verdade e por assegurar a livre expressão. E essa liberdade não será tolhida por nenhum sacripanta. Não iremos admitir nenhum tipo de tentativa de intimidação. 

Nosso departamento jurídico nas redações Coaraci e São Paulo monitora o processo e está atento para garantir nosso direito total e irrestrito de informar. 

GENISSON SANTOS – editor-chefe

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