domingo, 3 de abril de 2016

A política de Coaraci precisa amadurecer

Os dois grupos que protagonizam a disputa eleitoral em Coaraci se digladiam entre si, mas no final das contas são iguais. Ambos amam o poder.

Seria engraçado, se não fosse trágico, o quadro atual de candidatos a prefeito de Coaraci. E as briguinhas travadas entre os dois candidatos cabeças da polarização PT X Democratas, ou 13, 65 X 25. Eles tentam se diferenciar, mas no final são iguaizinhos, iguaizinhos, sem tirar nem pôr.

Vamos às semelhanças: ambos nunca governaram nem uma quitanda; ambos são "herdeiros" políticos (um do pai, outro da tia); ambos utilizam as mesmas armas; ambos fazem parte de uma disputa de poder. Poder, pelo poder!

E as similitudes não param por aí. Apesar de em lados opostos, eles remam para o mesmo destino: o fim da política. Um é tradicionalmente neoliberal. O outro comunista, filhote do PT e da ditadura fascista comandada pelo ex-presidente safadão. Os dois, abusam do expediente de "amigos" do povo, seja sendo carregado nas costas como um andor por meia dúzia de puxa-saco, ou peregrinando e posando para fotos cumprimentando pessoas. Ou ainda, pintando buracos, arrancando mato e colando outdoor na entrada da cidade.

Por falar nos tais "protestos" e "mutirões" oportunistas e eleitoreiros, onde fazem aquilo que seria a obrigação da dona "rainha da Inglaterra", que se diz prefeita, me dá muita preguiça vê este tipo de imagem.

Olhando de fora, parece que o povo está a presenciar uma grande picuinha entre duas crianças mimadas e birrentas, que disputam um brinquedinho qualquer. As briguinhas, sejam nas redes sociais ou de forma velada, como no fato de terem destruído o painel publicitário do 25, causam muitas preocupação e profundo asco. Não por acaso as pessoas não se sintam representadas pelos políticos.

Na verdade, estes novatos têm muito a aprender com Joaquim Torquato, Aristides de Oliveira etc. Enfim, a política, ou melhor, os políticos de Coaraci precisam amadurecer.

* Genisson Santos é jornalista, editor-chefe do Fato Entre Aspas e colaborador do Observatório da Imprensa. 

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